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CDBs podem ser boa alternativa em tempos de pouco rendimento na poupança

Após a crise, os brasileiros voltaram a colocar suas economias na poupança. No entanto, outras aplicações, como os CDBs, também podem apresentar segurança e rentabilidade


São Paulo | 10/05/2018


Em abril, os depósitos na poupança superaram as retiradas em R$ 1,23 bilhão, mostrando que com a recuperação da crise econômica pela qual o país passou nos últimos anos, os brasileiros voltaram a poupar. Por outro lado, com a taxa Selic em 6,5%, a remuneração da poupança fica prejudicada, o que faz com que os investidores que querem um rendimento um pouco maior, mas ainda com relativa segurança, busquem outro tipo de investimento. Nesse caso, o CDB (Certificado de Depósito Bancário) pode ser uma boa alternativa.

Os Certificados de Depósitos Bancários são títulos de renda fixa emitidos pelos bancos como forma de captar recursos. Esses recursos, por sua vez, são emprestados a terceiros. O juro auferido com esses empréstimos remunera tanto o banco como os detentores do CDB. O tamanho dessa remuneração, no entanto, vai depender de banco para banco.

Com inflação e Selic em um patamar baixo, o CDB pode ser um bom investimento porque, com frequência, é possível encontrar oportunidades de instituições financeiras que pagam até 120% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ao emitir esses títulos. O CDI é o indexador da remuneração de empréstimos feitos entre bancos. Ele também está atrelado à taxa Selic, mas remunera melhor do que a poupança.

Pelas regras do Banco Central (BC), quando a Selic está abaixo de 8,5%, o juro da poupança fica em 70% do valor mais a taxa referencial divulgada pelo próprio BC, que nos últimos meses tem ficado em 0%. Já o CDI sempre fica um pouco abaixo da Selic. Hoje, ele está em 6,39%, enquanto a poupança está em 4,72%. Dessa forma, um CDB que remunera a 110% do CDI paga 7,03% ao ano ao investidor, o que faz com que muitas pessoas com perfil mais conservador de investimentos olhem para esse tipo de papel.

Embora seja considerada uma aplicação segura, o juro pago por um CDB está diretamente ligado à solidez do banco que o emite. Por isso, é normal que bancos menores sejam os que pagam os maiores juros, enquanto os grandes bancos costumam pagar menos do que o CDI.

“Para quem pretende investir em CDBs, é importante buscar oportunidades de juros que fiquem acima do CDI, mas também é preciso olhar para a solidez do banco que está emitindo o título”, diz Tiago Reis, fundador da consultoria de investimentos Suno Research. Os investimentos em CDB são segurados pelo Fundo Garantidor de Crédito até o limite de R$ 250 mil por CPF.

A bolsa de valores

Se o investidor quer aproveitar e buscar aplicações mais rentáveis para seu dinheiro, existem outras possibilidades. “No entanto, sempre indicamos a Bolsa de Valores, com a compra de ações de empresas sólidas e com visão de longo prazo, como o lugar onde as pessoas vão encontrar as melhores oportunidades para seus investimentos”, diz Reis, da Suno Research.

Nos últimos 365 dias, por exemplo, o Ibovespa, índice de desempenho médio das ações mais representativas na bolsa de valores, subiu mais de 25% - mais de 10% somente em 2018. Mesmo que esse seja um indicador de curto prazo, estudos mostram que, no longo prazo, a tendência é que as empresas sólidas consigam uma valorização acima do mercado e também acima do que a renda fixa pode proporcionar.

Por outro lado, a bolsa de valores não é o lugar mais indicado se o investidor pretende resgatar o valor investido em curto período de tempo, já que assim ele pode acabar sendo pego de surpresa por alguma volatilidade que é comum no mercado brasileiro. Esse tipo de variância pode acometer até mesmo as ações de companhias sólidas. Para reservas de emergência, a renda fixa, incluindo os CDBs, pode ser um bom negócio, desde que a pessoa esteja atenta às taxas e ao imposto de renda que incide sobre a aplicação, que normalmente é decrescente e pode impactar a rentabilidade caso haja saque nos primeiros meses após o investimento.

É possível aplicar em CDBs tanto diretamente pelo banco como por meio de corretoras de valores. Muitas das últimas não cobram para fazer tal tipo de operação e geralmente são o melhor lugar para se encontrar maior disponibilidade de CDBs de diversas instituições financeiras.



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