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As três novas ameaças para seus investimentos

Em 2017, com a economia brasileira se recuperando e o crescimento global sincronizado, foi fácil ganhar dinheiro. Mas, como será 2018? Descubra as três ameaças que rondam seus investimentos e o que fazer para se proteger.


São Paulo, SP | 06/02/2018


O ano passado foi bom para investimentos no Brasil. Quem estava atento e investiu nas ações certas, por exemplo, conseguiu surfar a onda da Bolsa de Valores, que valorizou 27%. Também ganhou dinheiro quem soube se posicionar para acompanhar a queda da taxa Selic – que começou janeiro com 13,75% e foi para 7% ao ano em dezembro – ou ainda quem não foi avesso ao risco e comprou criptomoedas – valorização de mais de 1.300%. Tudo isso em 2017!

Até agora, quem investe em Bolsa, só teve motivos para sorrir em 2018. O Ibovespa está em alta, batendo máximas históricas e renovando recordes. Mas, para quem quer ampliar os bons rendimentos, mais do que simplesmente identificar as boas oportunidades, é fundamental que analisar o que pode dar errado esteja também dentro da estratégia. Veja a seguir as três ameaças que podem atrapalhar seus investimentos neste ano.

AMEAÇA #1: ESTÍMULO MONETÁRIO

"O principal medo do mercado hoje é que todo aquele estímulo monetário que foi feito nos últimos anos seja retirado de uma hora para outra", alerta Luciana Seabra , CPF®, responsável pela série Os Melhores Fundos de Investimento , da Empiricus. Desde a crise econômica internacional de 2008, os bancos centrais da Europa e dos Estados Unidos injetaram dinheiro nas suas economias, o que tornou possível o crescimento sincronizado global.

No entanto, as economias já cresceram bastante. A atividade econômica está animada, os salários começam a subir, as commodities assumem a trajetória de alta e começa-se a perguntar quando a inflação e os juros acelerados vão aparecer. "O Banco Central europeu está desligando a torneira e o americano já está com mão na tampinha do ralo , felizmente deslocando-a com gentileza, mas ninguém sabe até quando", explica Luciana.

O mercado se divide sobre o que acontecerá quando juros e inflação voltarem a subir. Há quem acredite que haveria um fluxo de saída de ativos de maior risco, o que inclui a Bolsa de países emergentes, como o Brasil, para ativos mais conservadores. E há também os convictos do oposto: se as economias globais estão em recuperação sincronizada e as commodities em alta, não faz sentido as Bolsas sofrerem. "O ponto é: pode ser que algo mude lá fora em 2018. E podemos esperar ao menos um estresse de curto prazo, pela incerteza do efeito", explica a editora-analista da Empiricus .

AMEAÇA #2: CHINA

Há receio de que grande parte do crescimento global esteja relacionada à alavancagem e ao crédito e de que os dados divulgados pelo governo chinês possam estar mascarados. A China é importante para as exportações brasileiras – principalmente commodities –, por isso, o desaquecimento asiático sempre foi um risco nos cenários locais. Em 2017, o PIB chinês cresceu 6,9% , ligeiramente acima do esperado: 6,7% – o que foi um alívio para o mercado brasileiro.

"Mas a China é sempre um medo eterno do mercado. Os gestores temem que em algum momento a economia não tenha mais sustentabilidade", destaca Luciana. Para tentar diminuir o problema, o país reduziu o temor de exportar inflação por conta de pressão interna de salários e transferiu boa parte da produção de manufaturas para outros países, como Miamar, Vietnã e Índia. No entanto, ainda segue sendo um risco.

AMEAÇA #3: ELEIÇÕES 2018

A terceira ameaça está relacionada com risco doméstico: as eleições 2018. A primeira incerteza está no desconhecimento de quem serão os candidatos na disputa. E depois em quem vai ganhar as eleições deste ano. "Ainda não dá para descartar candidato nenhum e o mercado nem sabe o que quer, essa é a verdade. Você pergunta qual seria o melhor candidato para o mercado? Ninguém sabe", ressalta a especialista da Empiricus.

O medo é que ganhe um candidato populista e que não leve adiante as reformas estruturais necessárias para o país resolver o problema da dívida pública, permitindo o avanço da economia – como por exemplo, a votação da reforma da Previdência. Mesmo que passe em fevereiro no Congresso, outra mudança mais profunda será necessária nos próximos anos. Em 2017, o déficit da previdência foi de R$ 268,79 bilhões – 18,5% maior do que em 2016. Para 2018, é esperado um rombo ainda maior.

O QUE FAZER?

Diante dessas ameaças, Luciana recomenda investir em proteção. A estratégia de seguros consiste em aplicar uma parcela muito pequena do seu patrimônio (1% ou 2%) em estruturas ou ativos que possam se apreciar em caso de depreciação do restante da carteira. Entre as opções mais populares para proteger o portfólio estão as operações de opções, ouro e dólar. "Comece com um bom fundo cambial. Um pouquinho do dinheiro já vai te salvar naquele momento de estresse", alerta.

Os fundos cambiais investem pelo menos 80% de suas carteiras em moedas estrangeiras. É a maneira mais simples e fácil de investir em dólar. Mas, antes de entrar em um fundo de câmbio , o investidor precisa pesquisar sobre a liquidez, as taxas de administração e o valor da aplicação inicial para cada fundo, que podem variar de R$ 1 mil a R$ 5 mil, por exemplo.

Quer saber mais sobre o assunto? Assine a newsletter gratuita, A Hora dos Fundos , da Luciana Seabra, e fique por dentro dos melhores fundos, taxas e como declarar o Imposto de Renda.



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